terça-feira, 16 de julho de 2013

Greve na UniverCidade - Fatos e Esclarecimentos

Pela segunda vez no semestre, o Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) entra em greve pelos mesmos motivos das greves anteriores: Não pagamento dos salários e férias dos professores e pela falta de infraestrutura e manutenção das unidades. Dessa vez, a deflagração da greve, ocorrida no dia 15 de julho, segunda -feira, em assembléia na sede do SinproRio, foi decidia nas últimas semanas do encerramento do período. Alunos formandos estão em "estado de nervos" diante de mais uma paralisação no calendário letivo. Já os demais seguem desorientados diante de informações confusas e divergentes. O seguinte post tem o objetivo de informar a atual situação e orientar os alunos que, mais uma vez, são afetados com mais uma falta de respeito da mantenedora, Galileo Educacional.

Resumo dos acontecimentos

No início da semana passada, dia 08 de julho, segunda-feira, foi realizada uma assembléia dos professores da UniverCidade, na sede do SinproRio. Foi deliberado que, se não houvesse o pagamento do salário de Junho de 2013 e um terço das férias de 2011 até o dia 10 de julho, quarta-feira, seria deflagrada greve. Foi concluído que o Termo de Compromisso foi quebrado e que não haveria mais tolerância nos atrasos dos pagamentos.

No dia 12 de julho, sexta-feira, foi realizada uma reunião convocada pela direção executiva da Galileo Educacional, que contou com a presença da Associação Docente da Gama Filho (ADGF), da Associação Docente da Cidade (ADOCI), Marcelo Guimarães, representando os funcionários da UGF e Welington, representando os funcionários da UniverCidade. A reunião foi convocada para explicar as razões do atraso dos pagamentos previstos no Termo de Compromisso.

Iniciando com mais uma desculpa, o Diretor-Presidente da mantenedora, Alex Porto, disse que "havia o comprometimento de cumprir com os pagamentos previstos no Termo, mas que por problemas de diferentes ordens, os depósitos não foram realizados." Os problemas mencionados eram:

  •  A inadimplência das duas IES, que somadas, chegaram a 40%;
  • Um déficit de 3,57 milhões na receita do mês de junho, onde as receitas alcançaram 7,3 milhões e as despesas com a folha de pessoal somam 10,87 milhões;
  • A não liberação do dinheiro por parte do Banco Mercantil, pelo fato do passivo acumulado pela Galileo Educacional ser extremamente elevado, não liberando, assim, o crédito para pagamento da folha.
Diante das explicações, Alex Porto informou que será necessário aumentar a receita de ambas as IES, e isso se dará através do ingresso de novos alunos no próximo período, 2013.2. O mesmo informou que, apesar das dificuldades encontradas, estão sendo realizadas ações de marketing, entre elas buss door, promoções para reingresso, entre outras.

Em relação aos pagamentos previstos no Termo de Compromisso, o Diretor-Presidente informou que está sendo realizada uma alienação de um imóvel do acionista majoritário, Pastor Adenor Gonçalves, juntamente ao Banco Cédula, no prazo de 40 anos, para pagamento do passivo junto ao Banco Mercantil e pagamento dos salários dos professores e funcionários de ambas as instituições.


Ainda na reunião, Alex Porto informou que o "suposto" pagamento dos salários poderia acontecer até quinta-feira, ou na segunda, na terça ou quarta-feira. Só esperam que o Banco Cédula faça a liberação do dinheiro para pagamento do passivo com o Mercantil do Brasil, para que assim, os salários sejam depositados.

No dia 15/07 à tarde, em nova assembléia na sede do SinproRio, os professores decidiram deflagar greve, de forma unânime entre os presentes, diante do fato da Galileo Educacional não ter feito o pagamento do que era reivindicado. Foi comunicado no site da ADOCI a decisão da assembléia.

Greve na UniverCidade

Diante da deflagração da greve, muitos professores não aplicaram as provas que estavam programadas para no início da semana, 15 de julho. Ainda assim, alguns professores disseram que iriam aplicar as provas, em consideração aos alunos formandos e por aqueles que passaram o final de semana se preparando para as provas. Tal posicionamento gerou uma incerteza e confusão entre os alunos, pois muitos não sabiam qual era o posicionamento de seus professores, pois em greves passadas, muitos professores aplicaram provas e trabalhos e davam a matéria como dada.

Muitos alunos, que foram até suas unidades, se depararam com salas vazias, professores ausentes e nenhuma ou pouca informação sobre o que irá acontecer durante o resto da semana.


Esclarecimentos

1°- Em relação à atual situação da UniverCidade: Tudo o que está acontecendo, mais uma vez, é UNICAMENTE E TOTALMENTE CULPA da atual mantenedora, Galileo Educacional. Esta demonstra, mais uma vez, que não tem capacidade de administrar uma IES e ainda não cumprir com seus compromissos e obrigações, ainda afirmando possuir "capital suficiente e estabilidade financeira para gerir a UGF e UC". O vemos, a partir das declarações de Alex Porto, é que a Galileo não possui capital para investir em ambas as instituições, principalmente na UniverCidade, que sempre foi a mais afetada. Estão alienando um imóvel, que supostamente é de propriedade do acionista majoritário, Adenor Gonçalves, para captar dinheiro e pagar o passivo no Banco Mercantil. Não se sabe o valor de tal montante, mas a sua finalidade é para equacionar o passivo com o Mercantil e pagar os professores e funcionários, esquecendo-se os professores e funcionários que já Do ponto de vista empresarial, quando uma empresa pega empréstimo para apenas sanar dívidas, o seu futuro está comprometido. Hoje é o que podemos perceber, infelizmente, na UniverCidade.

2°- Deflagração da greve dos professores: A decisão pela deflagração da greve pelos professores é TOTALMENTE LEGÍTIMA E LEGAL, uma vez que a mantenedora não cumpre com seus compromissos e não fornece as necessárias condições de trabalho para um ensino de qualidade. Os professores estão em pleno direito em reivindicar suas necessidades, mas observando que apenas a greve por si só, não havendo uma mobilização e pressão em cima da mantenedora, não poderá surtir o efeito esperado.

3°- Posicionamento do DCE ante nova greve: O DCE tem como fundamento lutar e garantir pelo direito dos estudantes, ser sua voz dentro e fora da universidade. A deflagração da atual greve, em plena semana de provas, que para muitos alunos é a última, vai de encontro com o objetivo dos mesmos, que é se formar, para os formandos, ou passar ao próximo período. É sabido que o causador dessa nova greve NÃO SÃO DOS PROFESSORES, e sim da mantenedora, Galileo Educacional. Diante de tanto descaso e pelas diversas desculpas expostas aos professores, por parte da mantenedora, a situação chegou a um ponto, novamente, insuportável. Lamentamos que, diante da "última semana de provas", muitos alunos poderão sair prejudicados por não conseguirem se formar a tempo de iniciarem suas carreiras ou ingresso em cargo público, e os demais gastarem tempo e dinheiro para chegarem em suas unidades e se depararem com salas vazias e desinformação ou informações divergentes.

Alguns professores estão mantendo o calendário e aplicarão as provas. Diante disso, os alunos ficam desnorteados e não sabem se comparecem ou não às suas unidades. A partir disso, o DCE comunicou aos alunos que procurassem os seus professores com o objetivo de conhecer o posicionamento dos mesmos ante à aplicação das provas. O que pode se perceber hoje é que, os alunos estão apoiando e estão solidários a causa dos professores, e não estão comparecendo nas unidades como normalmente. Muitos até pediram para que alguns professores não aplicassem as provas. Essa atitude tomada pelos estudantes é bem diferente das greves anteriores.

A greve não é o único mecanismo de luta existente pelo cumprimento e reivindicação dos direitos dos trabalhadores. Na atual conjuntura, conversas com a mantenedora não adiantarão, pois sua credibilidade já não existe mais. A luta agora é pela INTERVENÇÃO IMEDIATA DO MEC na UniverCidade, haja visto a total falta de interesse por parte da Galileo em manter e organizar a IES.

4°- Ministério da Educação (MEC): Já passou da hora do MEC tomar uma ATITUDE CONTUNDENTE ante a mantença da Galileo Educacional. Nada é feito e a crise só se estende e complica a cada semestre. Já que o momento é de união, ALUNOS, PROFESSORES E FUNCIONÁRIOS terão que se unir para acabar com essa INÉRCIA do Ministério da Educação e resolver, de forma objetiva e definitiva, a retirada da mantença da Galileo Educacional tanto na UniverCidade quanto na Gama Filho. Precisamos traçar, juntos, metas e formas de fazer com que o MEC se pronuncie e haja de forma a preservar a IES. Desde sua chegada, as mazelas causadas pela mantenedora são incontáveis: Detrimento de toda a estrutura das unidades, fechamento de campis, fechamento de cursos sem aviso prévio, aumento abusivo das mensalidades, sem nenhum aviso prévio e consulta ao Conselho Universitário, demissões em massa de professores e funcionários etc.


Na quarta- feira, dia 17 de julho, às 19h na unidade Gonçalves Dias, haverá uma assembléia dos alunos para que possamos debater juntos nossos meios de ação e definir o rumo do nosso movimento. Segue o evento no Facebook.


SOMENTE A UNIÃO DE TODOS FARÁ COM QUE CONSIGAMOS ACABAR COM ESSA FALTA DE CARÁTER E RESPEITO DA GALILEO EDUCACIONAL PARA CONOSCO, LUTAR POR QUALIDADE E MELHORES CONDIÇÕES DE ENSINO E SOBRETUDO PELO RESPEITO ÀS NOSSAS FAMÍLIAS, QUE TANTO SOFREM E LUTAM PARA MANTER SEUS FILHOS EM UMA FACULDADE E ESPERAM QUE, AO FIM DA GRADUAÇÃO, ESTEJAM FORMADOS E SIGAM O SEU CAMINHO NA VIDA PROFISSIONAL.

Aos professores, que lutem pelos seus direitos com "unhas e dentes", a fim de acabar com esse estigma do professor no Brasil, de desvalorização e submissão aos interesses dos empresários. Para nós alunos, vocês não são apenas professores, são MESTRES, nos aconselhando e ensinando a essência da vida.


VAMOS JUNTOS, VAMOS À LUTA! #OGIGANTEACORDOU


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"Saudações a quem tem coragem"